sábado, 15 de maio de 2010

SÃO PAULO, UMA NOVA RIO...

  Este poema foi escrito em 30/05/09, por ocasião de protestos de moradores de uma favela na ZL de São Poulo, por causa do assassinato de um suspeito pela polícia militar.

Camaradas de jornada

Meus leitores e Blogueiros
Devemos ficar ligeiros
Pra uma nova jornada
Nossa cidade, coitada
Ta vendo o que nunca viu
Parece guerra civil
Eu queria estar brincando
Mas estou presenciando
São Paulo, uma nova Rio.

Primeiro, estão lembrados
Daquela depedração
Que em cuja ocasião
Ficamos paralisados?
Ônibus e trens depedrados
Assustou todo Brasil
Porem ninguém assumiu
E a imprensa esqueceu
Mas São Paulo pareceu
Ser mesmo uma nova Rio.

Que tudo aconteceu
Parece que faz um século
E então naquele espéculo
Nossa São Paulo perdeu
O Governo se elegeu
Prometeu e não cumpriu
A segurança sumiu
E já podemos notar
Que nossa São Paulo estar
Virando uma Nova Rio.

O crime mostrou as caras
Primeiro em Paraisópoles
Deixando nossa Metrópole
Presa num cerco de varas
E isso deixou as claras
Que o crime decidiu
E de vez já assumiu
O comando da cidade
E São Paulo de verdade
É hoje uma Nova Rio.

Eu falo isso por que
São Paulo está sitiada
Há pouco vimos parada
A Marginal Tietê
Dói-me, mas digo a você
O nosso Estado Ruiu
E vítima a cidade se viu
De sua ineficiência
Afirmo com consciência
São Paulo é uma Nova Rio.

Agora na Zona Leste
Mas um foco de maldade
De novo a sociedade
Vê cenas de faroeste
Destes bandidos da peste
Autores de ato vil
Que mancha nosso Brasil
Nos confins do mundo inteiro
Plagia o Rio de Janeiro
São Paulo, a Nova Rio.

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